O dia dos namorados... Dia em que a maioria das pessoas gasta seu baixo salário aqui no Brasil comprando o que às vezes às pessoas não precisam, para alimentar uma fome que elas não têm e para satisfazer um sentimento que não vale absolutamente nada em uma relação a dois, uma fome de tudo com sede de absolutamente nada.
Por outro lado completamente diferente, o dia dos namorados é uma data festiva, comemorativa, importante demais pra quem tem um alguém que realmente vale aqueles minutos acordados no telefone mesmo quando você precisa dormir e sabe que já passou da hora, que vale aquele seu sorriso mesmo quando nada na sua vida profissional vai bem, que vale aquele sorriso no final do expediente de quem sabe que vai ver alguém, receber uma mensagem, etc. Alguém que realmente vale. Uma fonte proliferadora de felicidade, um soldado com uma superpowerfulmotherfucker “MACHINE GUN” que força cada bala disparada em intervalos de milésimos de segundo contra o vidro blindado de verdades que cada ser humano carrega. Um alguém especial.
Todos nós temos alguém que foi diferente, que apesar de cada um dos nossos insucessos, ou mesmo quando foi um deles, todo mundo tem alguém que foi diferente.
É mas nem pra todos que amam o dia dos namorados é uma data assim tão feliz, importante e boa...
Já se imaginou por pouco mais de 2 anos sem nem ao menos ver aquela pessoa? Sem saber a fundo o que ela tem feito, com o e com quem, onde tem ido e etc. Não por ciúmes, não por superproteção, não por querer controlar, apenas pelo simples fato de ter uma fonte divina de inspiração no sorriso e na felicidade daquele alguém.
Para piorar um pouquinho, imagina você jogar um mundo de oportunidades e pessoas para o ar para ir em busca daquilo que já alimentou e saciou sua fome e sede de viver, que já fez teu sorriso desabrochar e teus olhos brilharem? Já pensou que isso poderia ser uma má idéia? Já pensou que na sua busca por completar esse seu vazio possa te trazer mais fome e sede daquele amor, pode fazer teu sorriso desmanchar em uma mandíbula cerrada, seus olhos brilharem pelo reflexo das lágrimas produzidas por eles próprios?
Não, ninguém que quer realmente alguém pensa nisso não é? Correto. Porém, por mais que você busque, simplesmente às vezes você não é suficiente, alguém já preencheu o espaço que você deixou ou simplesmente taparam o buraco que você deixou pra trás...
Um dia talvez você tenha sido suficiente, talvez tenha sido você o motivo dos sorrisos, da felicidade, do querer, do calor, do amor, o motivo da vida para aquela pessoa.
Um sábio disse que nunca é tarde para fazer direito aquilo que você fez errado e outro sábio disse que nunca é tarde demais para nada.
Desculpem-me os caros senhores sábios, mas talvez na época em que essas frases era válidas, as pessoas não tivessem interesse absoluto pela vida delas e por elas, talvez elas fossem mais altruístas, talvez amassem mais, ou de maneira diferente.
Ou talvez seja apenas eu, pelo simples fato de eu não me encaixar mais nesse molde, não pertencer mais ao mesmo jogo, como um cd de Playstation ONE que não roda no Xbox.
Cartas, pinos, tabuleiro... O jogo da vida é traiçoeiro. Sempre te impondo metas e objetivos que quando parecem estar próximos são mudados instantaneamente, como se você na verdade não tivesse o total controle de si mesmo e do que acontece com você. Imprevistos acontecem, o amor, talvez apenas uma vez.
Aprendemos sempre a estarmos felizes pela felicidade de quem amamos, mesmo que seja ao lado de outra pessoa. Não aprendemos é a lidar com nós mesmos que, mesmo felizes, temos a infelicidade por não sermos mais uma das cartas principais do baralho, que estão sempre nas mãos e nos planos.
As autoridades espirituais acima de mim que nos desculpem a imperfeição. Aprendemos a sorrir e nos felicitarmos pela felicidade envolvida no amor, só não nos ensinaram a lidar com o vazio que fica, o lugar na prateleira, aquela marca branca no dedo anelar que você quase sempre fica coçando ou coloca outro anel pra disfarçar, deixar de incomodar ou apenas pra mentir pra si mesmo que aquela simples marca de Sol no lugar onde você usava um anel diferente, não faz a menor diferença na sua vida.
O que ninguém nos diz é o real valor das coisas. Precisamos descobrir isso nós mesmos, cada coisa tem um determinado valor para cada pessoa. Se valer a pena você voltar correndo, ligar, mandar e-mail, pegar um ônibus ou avião, mandar uma carta, um vídeo ou qualquer outra coisa, nada poderá te dizer. Precisamos ir em busca desses valores e recompensas, mesmo que elas não existam.
Ou você pode resolver montar um blog, escrever para as pessoas, e colocar em determinado momento o assunto em questão que você vive, deixando claro que entende um pouco da vida e das pessoas, mas não tem o menor controle sobre você, seus instintos e sentimentos.
Se vale mesmo a pena mudar alguma coisa eu não saberia dizer, não sou dono da verdade, nem de mim. Só o que posso dizer é que independente de qualquer coisa que não vale a pena, o amor vale.

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